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Bovino Pantaneiro: uma história de sobrevivência e adaptação

Nos últimos meses, a novela Pantanal deu destaque para os Marruás, também conhecidos na região como Boi Alongado ou Baguás. Gado “Marruá” é termo muito utilizado por criadores pantaneiros para designar a característica de um animal com temperamento de difícil manejo, pois por não ter contato com o homem, torna-se indócil, sendo sua captura e doma um desafio para os peões. Esses animais voltam a um estado feral. Qualquer raça bovina pode se tornar um Marruá, desde que o processo de manejo se ausente. No contexto da novela, entre os Marruás do Pantanal, encontramos o Bovino Pantaneiro , uma raça adaptada ao Pantanal e que vem sendo pesquisada pela Embrapa Pantanal e parceiros há mais de 20 anos, como esforço fundamental para a conservação e uso desse patrimônio genético, evitando sua extinção.

Trazido da Europa na época do Descobrimento por portugueses e espanhóis, passou por um processo e seleção natural, resultando em uma raça extremamente adaptada às condições do Pantanal, capaz de suportar fatores pouco favoráveis em termos de clima e nutrição – mantendo altas taxas de reprodução apesar dos extremos do bioma. Atualmente a raça está em alto risco de extinção, com cerca de 13.000 animais, possui carne e leite com sabor e qualidade diferenciados, com um potencial comercial para atender a nichos de mercado.

Foto: Thomas Horton / Divulgação Embrapa

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