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Imunizar o plantel é fundamental para proteger fêmeas e leitões

Chegar a quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína não se deu da noite para o dia. Para alcançar este posto, o Brasil passou por um processo longo de desenvolvimento e aperfeiçoamento de toda a cadeia – da produção à comercialização.

O aumento da produtividade está diretamente relacionado a uma boa reprodução. “Vários fatores são fundamentais para garantir isso”, explica o médico-veterinário Jovani Finco, Assistente Técnico de Suínos da Zoetis. “Podemos citar alguns destes fatores que determinam a boa reprodução do rebanho – detecção e estímulo do cio, qualidade do sêmen, técnicas de inseminação artificial, seleção e preparo de marrãs e matrizes, nutrição, genética, biosseguridade, manejo e instalações adequadas”, explica Finco.

De acordo com o especialista, as principais causas de aborto e falhas reprodutivas durante a gestação de fêmeas suínas estão relacionadas com problemas infecciosos. “Por esse motivo, a vacinação é tão importante”, ressalta Finco. “Imunizar as fêmeas é de extrema importância porque além de garantir proteção a elas, atesta também segurança para o bom desenvolvimento gestacional gerando leitões sadios e boa taxa de nascidos vivos”, acrescenta o médico-veterinário.

Entre as principais doenças que podem prejudicar a gestação estão a Parvovirose suína, a Erisipela e a Leptospirose.

A Parvovirose suína pode infectar embriões e fetos em diferentes estágios de evolução. Os sinais de falhas reprodutivas podem ser diversos como aborto, reabsorção fetal, leitões fracos, malformados ou natimortos, mumificados, entre outros.

Já a Erisipela é uma zoonose causada pelo agente bacteriano Erysipelothrix rhuseopathie, podendo ser um dos fatores infecciosos direto dos abortamentos, uma enfermidade hemorrágica que provoca lesões cutâneas, articulares, cardíacas, septicemia, e lesões de células espermiogênicas. “A imunização, neste caso, garantirá proteção para a fêmea durante o período gestacional e na fase pós-nascimento para os leitões, que ao mamar o colostro, que possui anticorpos específicos para o Erisipelothrix rhuseopathie, estarão protegidos”, explica Finco.

Também transmitida por bactéria, a leptospirose causa abortos, natimortos e fetos mumificados, nascimento de leitões fracos que geralmente não sobrevivem, e abortos, que comumente ocorrem no terço final da gestação. Os animais são infectados quando entram em contato com alimentos e/ou água contaminados, com urina e fetos abortados de animais portadores. A infecção pode ocorrer por via oral, venérea, pele lesada, por via conjuntiva ou por meio das mucosas. Os roedores são uma frequente fonte de infecção para suínos e humanos, podendo excretar leptospiras vivas pela urina.

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