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Top of Mind aponta as marcas mais lembradas

Revista Rural 264 / junho 2020 – O resultado do Top of Mind da Revista Rural este ano, é como “a luz das estrelas”. Embora sejam dados coletados há pouco tempo, eles refletem o passado. Não porque tenhamos dado algum salto no espaço tempo, mas, simplesmente, porque de uma hora para outra o mundo mudou de forma tão radical que o planejamento das empresas que atuam no setor já não estão mais valendo. Como esse tipo de pesquisa retrata um momento, vale pelo registro. Hoje, porém, as discussões se sustentam em outras preocupações. Com a pandemia provocada pelo surgimento do coronavírus e o consequente isolamento social a que toda a população do planeta foi submetida, as discussões nos departamentos de marketing das empresas giraram em torno de como se manter em evidência num mundo completamente novo, onde os meios digitais surgiram como não apenas com a melhor, mas como a única alternativa disponível.

“Vai ser bem interessante ver o que uma nova pesquisa de Top of Mind pode trazer no futuro, com tudo o que aconteceu”, projeta Alberto Takashi, da Matsuda. Ele que a empresa precisou se reinventar, pois a nova forma de trabalho ia contra tudo o que sempre foi o princípio básico da companhia: “O alicerce da empresa sempre foi estar presente acompanhando o cliente em todo o trabalho desenvolvido na fazenda e, de uma hora para outra, a gente não pôde mais fazer isso”, conta.

O diretor de redação da Revista Rural, Flávio Albim, concorda que uma nova pesquisa poderia trazer dados bem interessantes: “Ainda não há como prever o resultado de todas essas ações, utilizando apenas as novas formas de comunicação digital, nem como as coisas vão ser depois que toda essa confusão passar”.

Boa amostragem

Este ano, foram realizadas exclusivamente por telefone 1.173 entrevistas, entre os dias 1 e 20 de março. A amostragem seguiu a mesma proporção das edições anteriores, sendo 42% da região sudeste, 30% do Centro-Oeste, 17% do Sul , 7% do Nordeste e ainda 4% da região Norte do país. Apenas leitores da revista impressa participaram da pesquisa, sendo que 39% deles tinham a agricultura como atividade principal, 36% dedicados prioritariamente a pecuária e ainda profissionais que atuam diretamente na área, como agrônomos (8%), veterinários (7%), zootecnistas (6%) e técnicos agrícolas (4%).

Algumas categorias estrearam nessa edição: Sementes para HF, Seringas, Vacinas contra BVD, Vermífugos e Vitaminas para Eqüinos, Aditivos Alimentares e Cooperativas de Crédito. Outras, como Cochos e Cercas Elétricas retornaram, deixando a pesquisa ainda mais abrangente.

Os resultados não trouxeram muitas. novidades, em comparação com anos anteriores, porém, algumas mudanças chamaram a atenção. Pela primeira vez, após seguidos anos, o produto Butox não figurou como destaque na categoria carrapaticidas e nem em anti mosca-dos-chifres. Coube a Ourofino o maior volume de lembranças em nesta última categoria e um velho conhecido, o Acatak, figurou como o mais citado quando o assunto é o combate aos carrapatos.

“O Butox havia vencido nos últimos anos em duas das categorias mais disputadas dentro de saúde animal. As margens apertadas registradas em Carrapaticidas e Anti mosca-dos-chifres foram, inclusive, um dos motivos para que a gente desistisse, há alguns anos, de atribuir empate técnico na premiação do Top”explica Albim, lembrando que, antigamente, não eram consideradas diferenças inferiores a 2%. “Premiávamos o primeiro e o segundo se a distância fosse menor do que esse valor. Num ano, porém, os quatro primeiros chegaram com menos de 2% de diferença, o que nos obrigou a acabar de vez com essa regra. As trocas de lugar entre os cinco primeiros são constantes nessas categorias”, conta.

Duas marcas conseguiram obter a maior liderança percentual no Top deste ano. Ambas registraram ao final da pesquisa índice de 52,33%. Uma delas foi a Matsuda, em sementes para pastagem. A outra foi o Bradesco, na categoria Banco Privado. Vale lembrar que as duas ficaram em primeiro lugar em suas respectivas categorias desde quando elas foram criadas.

As empresas que conseguiram a melhor performance no geral, mais uma vez, foram a Syngenta, primeira colocada em quatro categorias (Inseticidas, Fungicidas, Nematicidas e Tratamento de Sementes) e a Zoetis (destaque nas categorias Vermífugos, Hormônios para IATF, Vacinas e Vacinas Reprodutivas).

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