Boi
Frigoríficos consultados pelo Cepea têm se mostrado preocupados com o atual cenário que envolve as aquisições de animais para abate e a venda de carne. Agentes da indústria comentam haver forte dificuldade no preenchimento das escalas, mesmo ofertando preços maiores aos pecuaristas. Na venda da carne, por sua vez, frigoríficos têm conseguido repassar os aumentos, mas temem que a aceitação do consumidor esteja próxima do limite. O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa alcançou a casa dos R$ 81,00. De olho nos patamares de preços negociados e nas atuais escalas de frigoríficos, pecuaristas estão animados, esperando obter preços ainda maiores. Entre 24 e 31 de março, o Indicador subiu 1,78%, fechando a R$ 81,99 na quarta-feira. No acumulado do mês, a alta foi de 5,82%.
Milho
Produtores estão mais atentos à colheita de milho verão e à finalização do plantio de milho safrinha, deixando a comercialização praticamente em segundo plano. Segundo análises do Cepea, este cenário ocorre por conta do avanço e da fase final da colheita de soja no Brasil. Do lado da indústria, muitos compradores apostam em continuidade das quedas e, dessa forma, adquirem apenas poucas quantidades. Esse cenário fez com que os preços caíssem nos últimos dias de março. Como o volume posto à venda tem se mantido baixo pela retração dos produtores já há algumas semanas, houve pequenos reajustes dos preços na maioria das praças pesquisadas pelo Cepea. Entre 22 e 29 de março, o Indicador Esalq/BM&FBovespa (Campinas) caiu 2,3%, fechando a R$ 18,2 a saca de 60 kg. Já entre 29 de março e 5 de abril, o mesmo índice manteve-se praticamente estável (leve alta de 0,16%), fechando a R$ 18,23 a saca. Em março, o Indicador acumulou alta de 0,27%.
Cana
O açúcar cristal voltou a registrar desvalorização no mercado paulista. De acordo com pesquisas do Cepea, a baixa tem estado atrelada, principalmente, à menor demanda. Muitos compradores se retraem, visto que estão no aguardo de recuos mais expressivos à medida que avançam a safra e a produção de açúcar branco. Além disso, o mercado internacional também tem caído, influenciando as baixas no Brasil. No final de março e início de abril os preços estiveram instáveis no mercado paulista. Açúcar da nova safra começa a entrar no mercado, mas boa parte desse produto ainda é de cor mais escura. O setor, portanto, ainda foca a produção de etanol e de açúcar VHP (exportação). A chuva em algumas regiões de São Paulo prejudicou tanto a moagem e também a tentativa de produzir o açúcar de melhor qualidade. No último dia de março, o Indicador do Açúcar Cristal Cepea/Esalq (Estado de São Paulo) fechou a R$ 67,10 a saca de 50 kg, queda de 1,61% em relação à semana anterior (24/03).
Algodão
Os preços do algodão em pluma seguiram em alta no Brasil impulsionados pela sustentação da oferta e da demanda domésticas, bem como pela paridade de exportação. Segundo pesquisas do Cepea, apesar desses preços estarem abaixo dos verificados no mercado interno, a valorização da paridade passa a dar maior suporte à retração de vendedores. Os preços internacionais estão próximos dos máximos históricos, impulsionados pelos baixos estoques mundiais. De acordo com pesquisas do Cepea, ao contrário de anos anteriores, na safra 2009/2010, o algodão tornou-se mais competitivo que a soja, aumentando o interesse de produtores pela cultura. Entre 29 de março e 6 de abril, o Indicador Cepea/Esalq com pagamento em 8 dias teve alta de 2,04%, fechando a R$ 1,5904 a libra-peso. Em março, o Indicador subiu 10,37%, com média mensal de R$ 1,4964 libra-peso.
Leite
O preço médio pago pelo leite aos produtores em março (referente à produção de fevereiro) teve expressivo aumento de 10% frente ao mês anterior (ou de 6,1 centavos por litro), passando para a R$ 0,6795/litro – média de sete Estados da pesquisa do Cepea: RS, PR, SC, SP, MG, GO, BA. A alta foi impulsionada pelo recuo na captação de leite em todas as regiões analisadas. Além da queda na captação, o aquecimento da demanda por leite, devido à Páscoa, também impulsionou as cotações do produto em março. Para o pagamento de abril, 95,9% dos agentes consultados pelo Cepea (responsáveis pela compra de 96,8% do volume total de leite amostrado) acreditam em nova alta de preços. A maior alta no preço do leite ao produtor em março, de 15,5% (ou de 9,2 centavos por litro), foi verificada em Santa Catarina, com a média de março a R$ 0,6871/litro. No Rio Grande do Sul, houve aumento de 14,5% (ou de 8,3 centavos por litro), passando para R$ 0,6503/litro. Vale ressaltar que, de janeiro para fevereiro, os preços em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul haviam subido com menos força em relação aos demais estados da pesquisa do Cepea. Em Goiás, o preço médio do leite pago ao produtor em março subiu 11,76% (ou 7,2 centavos por litro), com o leite negociado a R$ 0,6832/litro. No Paraná, a média foi de R$ 0,6767/litro, alta de 9,7% (ou de 6 centavos por litro). Em Minas Gerais, houve aumento de 5,7 centavos por litro (8,9%) frente a fevereiro, com média de R$ 0,7002/l. Em São Paulo, os preços médios subiram 6,4% (ou cerca de 4 centavos por litro), a R$ 0,6656/litro em março. Apesar da valorização mais tímida frente aos demais estados, algumas mesorregiões paulistas apresentaram preços elevados, como o Vale do Paraíba Paulista, que teve média de R$ 0,7694/litro em março – a maior cotação regional registrada no mês. Na Bahia, o valor médio foi de R$ 0,6105/litro, elevação de 6,5% (ou de 3 centavos por litro).
Café
Após o início da safra de robusta do Espírito Santo, as cotações da variedade só têm registrado quedas. Segundo pesquisas do Cepea, a maior oferta do produto, atrelada ao menor interesse por parte dos compradores, não permitem que as cotações se sustentem. Durante o mês de março os preços dos cafés arábica e robusta brasileiros registraram diferentes comportamentos. O robusta teve uma queda significativa nas últimas semanas do mês, acumulando perdas de cerca de R$ 10 por saca (60 kg) – para o tipo 6 entregue na cidade de São Paulo. Isso se deveu ao baixo interesse de compra. No último dia de março, o Índice Cepea/Esalq para o café robusta tipo 6 fechou em R$ 168,78 a saca. Já em relação ao arábica, alguns agentes pesquisados pelo Cepea acreditam num possível sustentação de preços futuramente apesar da próxima da safra 2010/2011. Nesse cenário, o Índice Cepea/Esalq do arábica tipo 6 entregue em São Paulo, capital, fechou em R$ 279,82 a saca.
Suíno
O mercado do suíno vivo tem apresentado uma tendência de alta nas principais regiões de abate. Com a demanda interna aquecida, os produtores aguardam a elevação dos preços com o término do período de quaresma. Em Minas Gerais, o mercado promete alta nos preços para o produtor, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG). A bolsa fechou em R$ 2,60 o quilo, mas deve apresentar aumento de R$ 0,10 a R$ 0,20 já para o início de abril, com o mercado aquecido e o equilíbrio entre oferta e demanda. No Estado de São Paulo a bolsa fechou a R$ 52,00 a arroba do suíno vivo, equivalente em quilo a R$ 2,77. Em algumas regiões paulistas o preço alcançou a marca de R$ 54,00 a arroba, informa a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Porém, os frigoríficos têm comprado o quilo do suíno vivo a R$ 50,00 a arroba, chegando a R$ 48,00 em determinadas regiões. O Paraná registrou pequenas alterações no preço com o quilo do suíno vivo comercializado entre R$ 2,30 e R$ 2,40, segundo informações da Associação Paranaense dos Criadores de Suínos (APS). A perspectiva é que haja elevação no preço, já que está bastante alta demanda para os frigoríficos e não há animais suficientes, já que alguns frigoríficos tem comprado animais a 400km de distância. Santa Catarina também deve apresentar uma melhora significativa nos preços. Os preços giraram em torno de R$ 2,30 a R$ 2,40 o quilo. Há forte tendência de alta para os próximos dias segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). O mesmo acontece no Estado de Goiás, segundo a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), o mercado está aquecido e demandando mais animais do que se tem produzido. O mercado tem operado a R$ 2,60 o quilo do suíno vivo.
O mercado do suíno vivo tem apresentado uma tendência de alta nas principais regiões de abate. No Estado de São Paulo a bolsa fechou a R$ 52,00 a arroba do suíno vivo, equivalente em quilo a R$ 2,77. Em algumas regiões paulistas o preço alcançou a marca de R$ 54,00 a arroba, informa a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Porém, os frigoríficos têm comprado o quilo do suíno vivo a R$ 50,00 a arroba, chegando a R$ 48,00 em determinadas regiões. O Paraná registrou pequenas alterações no preço com o quilo do suíno vivo comercializado entre R$ 2,30 e R$ 2,40, segundo informações da Associação Paranaense dos Criadores de Suínos (APS). Santa Catarina os preços giraram em torno de R$ 2,30 a R$ 2,40 o quilo. Há forte tendência de alta para os próximos dias segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). O mesmo acontece no Estado de Goiás, segundo a Associação Goiana de Suinocultores (AGS), o mercado tem operado a R$ 2,60 o quilo do suíno vivo.
Frango
O desempenho das exportações brasileiras de proteína animal em março foi bastante positivo. Em relação a fevereiro, tanto o volume quanto a receita das três principais carnes exportadas pelo País aumentaram. No caso do frango, os embarques foram os maiores desde outubro de 2008 e a receita, desde novembro de 2008. Esse cenário confirma o processo de recuperação da economia global. Sobre fevereiro, o avanço dos embarques de carne de frango foi de 20%, totalizando 306,2 mil toneladas. Segundo pesquisas do Cepea, agentes do setor acreditam que o bom desempenho das exportações deve enxugar a oferta no mercado doméstico, ajudando, ao mesmo tempo, a elevar os preços do vivo e do abatido. Os preços da carne de frango recuaram no acumulado de março, segundo pesquisas do Cepea. Novamente, a carne de frango é a que apresenta maior recuo nos preços em março em relação às demais concorrentes, suína e bovina. O frango abatido congelado, comercializado no atacado da Grande São Paulo, desvalorizou 6,1% entre 28 de fevereiro e 25 de março, cotado a R$ 2,55 o quilo. Nesse período, a carcaça comum suína apresentou queda de 0,84% e a carcaça casada bovina alta de 1,6%, comercializadas a R$ 3,91/kg e R$ 5,05/kg, respectivamente (25/03).
instáveis no mercado pau-lista. Açúcar da nova safra começa a entrar no mer-cado, mas boa parte desse produto ainda é de cor mais escura. O setor, portanto, ainda foca a produção de etanol e de açúcar VHP (exportação). A chuva em algumas regiões de SP prejudicou a moagem e a tentativa de produzir o a-çúcar de melhor qualidade. No último dia de março, o
Os embarques de frango foram os maiores desde outubro de 2008 e a receita, desde novembro de 2008. Sobre fevereiro, o avanço dos embarques de carne de frango foi de 20%, totalizando 306,2 mil toneladas. Já sovre o mercado interno, o frango abatido congelado, comercializado no atacado da Grande São Paulo, desvalorizou 6,1% entre 28 de fevereiro e 25 de março, cotado a R$ 2,55 o quilo.
Arroz
A média mensal do Indicador do Arroz Cepea-Bolsa Brasileira de Mercadorias/BM&F (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) registrou queda pelo segundo mês consecutivo. Segundo análises do Cepea, de fevereiro para março, houve recuo de 10%. De janeiro para março, a baixa do Indicador chega a quase 15%. Nas três primeiras semanas de março, indústrias gaúchas mostraram pouco interesse na compra do casca, reduzindo o preço ofertado para o arroz da safra nova. Esses agentes alegavam que com o valor do arroz beneficiado em queda, não poderiam pagar mais pelo produto em casca. Além disso, as alterações no Regulamento Técnico do Arroz e o início de colheita da safra 2010 também influenciaram a retração das beneficiadoras. Já nas duas últimas semanas de março, o preço do casca manteve-se praticamente estável e com as indústrias mais compradoras.
Feijão
A segunda quinzena do mês de março se caracterizou pela manutenção da tendência de alta nos preços do feijão no mercado atacadista, notadamente para os de melhor qualidade, de acordo com as análises do Centro de Inteligência do Feijão (CIF). O carioca especial (nota 8,5) iniciou a quinzena com cotação média de R$ 112,50 por saca de 60 kg e encerrou o período com preço médio de R$ 137,50 a saca (aumento de 22%). No mês, o preço da saca do feijão carioca especial subiu 55% (início de março: preço médio de R$ 88,50 a saca, fim de março: preço médio de R$ 137,50). Já o carioca comercial (nota 8), registrou no dia 16/03 preço médio de R$ 97,50 por saca e finalizou o mês com cotação média de R$ 125,00, garantindo uma variação positiva de 28%. O aumento registrado no mês foi de expressivos 61%, visto que seu preço médio no início de março era de R$ 77,50 a saca. Esse movimento positivo nos preços da leguminosa pode ser atribuído, entre outros fatores, à compra do produto pelo governo por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF) para formar estoque regulador, bem como aos elevados preços praticados nas regiões produtoras para o feijão carioca de boa qualidade que continua com oferta escassa. Há que se considerar também a expectativa de menor oferta do produto derivada da segunda safra, visto que no Paraná, maior produtor brasileiro de feijão.
Trigo
O ritmo de comercialização de trigo e derivados no mercado brasileiro é considerado lento há meses. Nesta toada, segundo análises do Cepea, os preços também seguem relativamente pressionados. O principal fator para este cenário é a ampla oferta de matéria-prima doméstica e importada. Segundo pesquisas do Cepea, é grande o volume disponível de farinha importada, especialmente da Argentina, a qual apresenta melhor qualidade em comparação com a brasileira. Além disso, este derivado chega ao País com preços similares ou até mesmo menores que os praticados no mercado interno. Assim, indústrias tendem a preferir o produto importado ao nacional. A oferta de sementes para a próxima safra (2010/2011) está abaixo da necessidade de produtores de algumas regiões do Paraná, de acordo com colaboradores do Cepea. Esse cenário é resultado da quebra de safra e das incertezas do mercado, que fizeram com que produtores manifestassem às cooperativas, no final do ano passado, interesse por quantidade menor que a agora requisitada. Segundo pesquisas do Cepea, a demanda pela semente aumentou porque o produtor prefere plantar o cereal ao invés de deixar a terra “descoberta”. Nesse contexto, o volume de sementes disponível nas cooperativas se torna insuficiente, mesmo com a estimativa de redução de 12% da área a ser plantada com trigo no estado, segundo o Deral/Seab.
Máquinas
Em termos de vendas o mercado de máquinas agrícolas vem aos poucos recuperando o fôlego. Março foi um bom mês para a categoria de tratores de rodas, segundo os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com um crescimento de 24,7% frente a fevereiro e de 59,4% se comparado o resultado de março do ano passado. No entanto, são as colheitadeiras que são destaques em relação às vendas internas no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento foi de 72,2%. Em contrapartida, as exportações acumulam um saldo negativo no setor. Ao todo, foram 21,4% a menos de unidades vendidas lá fora, comparando-se os primeiros trimestres de 2010 e de 2009. Em termos de produção, já são contabilizadas 20.250 unidades de janeiro a março deste ano (+37,9%). A categoria de tratores de esteiras vem em primeiro lugar, seguido pelas colheitadeiras e em terceiro, os tratores de rodas, com 15.878 unidades produzidas.
O ritmo de comercializa-ção de trigo e derivados no mercado brasileiro é consi-derado lento há meses. O principal fator para este cenário é a ampla oferta de matéria-prima doméstica e importada. Segundo o Ce-pea, é grande o volume dis-ponível de farinha impor-tada, especialmente da Argentina, a qual apresenta melhor qualidade em com-paração com a brasileira. Além disso, este derivado chega ao País com preços similares ou até mesmo menores que os praticados no mercado interno. As-sim, indústrias tendem a preferir o produto importado ao nacional. A oferta de se-mentes para a próxima safra (2010/2011) está abaixo da necessidade de produtores de algumas regiões do Paraná. Esse cenário é resultado da quebra de safra e das in-certezas do mercado, que fizeram com que produto-res manifestassem às coo-perativas, no final do ano passado, interesse por quantidade menor que a a-gora requisitada. A de-manda de semente cres-ceu porque prefere-se plantar o cereal ao invés de deixar a terra “descoberta”.
Citros
A safra paulista de laranja 2010/2011 inicia oficialmente em julho, mas a colheita de precoces já ganha ritmo nos pomares paulistas, segundo pesquisas do Cepea. Na maior parte do Estado, produtores já colhem e negociam as variedades Hamlin e Westin, o que corresponde ao adiantamento de aproximadamente um mês em relação à temporada passada. De modo geral, a baixa oferta, principalmente da Pêra, tem impulsionado as cotações das precoces, que são direcionadas nesta época apenas para o mercado in natura. Com relação aos preços, as variedades Hamlin e Westin tiveram média de R$ 10,90 a caixa de 40,8 kg em março, valor 35% superior ao do mesmo período do ano passado. Já a média da semana de 22 a 26 de março, para a variedade pêra, foi de R$ 17,90 a caixa, 11,6% inferior em relação à semana anterior.
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